Chicago, 2015


A cidade do vento ...

Tive a feliz oportunidade de poder passar 3 dias em Chicago na companhia de alguns colegas brasileiros e mexicanos que fizeram da minha viagem mais divertida. Como tinha apenas 3 dias na cidade dei uma olhada nas principais atrações da cidade pelo Tripadvisor e junto com os meus colegas decidimos quais seriam os destinos escolhidos. Acredito que uma viagem com companhia de alguém é sempre mais interessante do que uma viagem sozinha, porém caso você não tenha alguém para ir para Chicago com você, vá mesmo que esteja sozinho, pois a cidade tem diversas atrações e as pessoas são bem receptivas. Vou contar a viagem para vocês quebrando ela em dias, conforme vocês podem ver na sequência.

Dicas

  • Ficar atento aos programas de fidelidade de Cia aéreas e hoteis
  • Verificar se há shows gratuitos no Millennium Park
  • Se você for no outono para a cidade não deixe de levar um bom casaco e cachecol para o passeio de barco.
  • Comprar com certa antecedência ingresso para o passeio de barco
  • Fazer passeios a pé para conhecer os arredores da cidade
  • Comprar com antecedência ingresso para jogos da NBA e/ou Hokey
  • Olhar no trip advisor atrações recomendadas

Dia 1

Peguei o vôo da United que vai direto de São Paulo para Chicago. O vôo dura 11 horas, mas o fuso favorece chegar cedo em Chicago. Como estávamos em horário de verão no Brasil, chegando em Chicago tive que atrasar o relógio por 3 horas. Com isso o dia estava apenas começando.


No aeroporto de Chicago O´Hare passa um trem que corta boa parte da cidade. Ele é chamado de “train to the city” ou “CTA”. Com 5 dólares você compra o ticket para dar acesso ao trem e embarca podendo descer na estação mais próxima do seu hotel. O sistema de compra do ticket é do tipo self service em um caixa eletrônico e muito fácil de comprar.


Cheguei no hotel Springhill Suites por volta das 9 da manhã bem cansada após o vôo e tive a deliciosa surpresa de saber que eu já conseguia fazer check in no quarto e assim fiz. Uma dica boa para quem ficar nesse hotel é se cadastrar no programa de fidelidade da rede de hotéis Marriott (http://www.marriott.com.br/marriott-rewards/use-points.mi). Uma vez que ele é da rede você consegue acumular pontos e trocar por estadias em outros hotéis da rede. O hotel é ótimo!! Bem movimentado, o serviço é muito bom, as pessoas são muito simpáticas, dispostas a ajudar e fazer a sua estadia a melhor possível.  Possui café da manhã gratuito (mais detalhes do café da manhã está contado no dia 2) e a internet é gratuita - inclusive nos quartos - e muito boa. A suíte é simples, porém bem confortável. Possui uma mini cozinha com microondas e frigobar, uma salinha com sofá e um mini escritório. A cama é ótima e o banheiro é estilo aos banheiros de hotel americano com aquelas banheiras junto com o chuveiro.


Bom, depois do banho tomado estava na hora de bater perna e conhecer Chicago aos arredores do hotel. Para quem gosta de fazer umas comprinhas sugiro conhecer a Michigan Avenue. É uma avenida bem extensa, com flores e muitas abóboras (estava próximo do Halloween), bem movimentada e é o centro das principais lojas e marcas americanas. Não é um outlet, são lojas de ruas mesmo e com um preço bem acessível, inclusive com o dolar alto (é... dessa vez não dei sorte com a cotação) vale a pena fazer umas comprinhas.


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Antes de chegar na Michigan Avenue , parei para almoçar em uma rede chamada “eataly”. Lá comi um baguete, na verdade meio baguete visto que as porções aqui são sempre muito grandes para o padrão brasileiro. Gostei do lugar, comida boa, em um preço bem acessível. Além da lanchonete há uma lojinha cheia de coisas da Itália, principalmente de culinária. Para quem gosta desses utensílios eu sugiro dar uma passadinha lá.

Dica: Se a fome não estiver muito grande sugiro compartilhar um baguete com alguém, dessa forma não desperdiça comida e economiza alguns dólares.


À noite fui a um restaurante chamado Trenchermen. Ele fica mais afastado da região do centro mas é uma boa opção para quem quer escapar das junk foods americanas. Quando for lá, recomendo muito um aperitivo chamado “CDK Farm Beef Tartare”. É definitivamente um dos melhores aperitivos que já comi. Não sei exatamente o que é que tinha lá, mas vou tentar explicar: eles fazem uma camada muito fina de arroz, mas muito fina mesmo, que parece uma nuvem que se derrete da boca, e acompanha algo de carne muito bem temperada com pedaços de pistache. O preço do restaurante é razoável e o lugar é muito bonito. Os talheres são lindos e servem água gratuitamente e constantemente – aliás isso é comum nos restaurantes de lá.. O atendimento foi bom porém a garçonete ficava, às vezes, rodeando um pouco a mesa esperando que algum pedido a mais fosse feito mas nada que tenha incomodado muito também – esses comportamento também é comum em outros restaurantes da cidade.


Depois do restaurante não agüentei  o cansaço e voltei para o hotel para, enfim, ter uma boa noite de sono, e assim foi.


Dia 2

Acordei cedinho e animada. Fui ao 27° andar do hotel e enquanto corria na academia vi Chicago acordar. Foi lindo ver o sol nascendo em meio a tantos prédios incríveis e cheios de vidro. A academia do hotel é muito bem estruturada. Não tem tantos equipamentos mas os que tem são muito bons. Além disso, lá possui fone de ouvido caso você tenha esquecido o seu (acredito que eles oferecem visto que os equipamentos aeróbicos tem televisão embutida), tolhas e água também estão disponíveis na academia. Me surpreendeu positivamente essa experiência. Essa corridinha matinal me deu energia para começar bem o dia.


Depois fui para o café da manhã típico estilo americano. Várias opções sendo elas das mais saudáveis às mais gordinhas também o que eu considero bom, pois agrada desde os que querem experimentar comidas típicas americanas como os que querem preservar uma alimentação mais saudável na viagem.


Depois do café da manhã fui pra rua conhecer um pouquinho mais de Chicago. Fui premiada com o dia, estava muito lindo! Bem ensolarado, sem nenhuma nuvem no céu, porém bastante frio – típico clima de outono. Quem vier para cá nessa época não esqueça roupas e artigos para se proteger do frio pois no sol o clima é bem gostoso, porém na sombra estava bastante frio, e a cidade, fazendo jus ao seu apelido “Wind city”, venta bastante.



A primeira parada foi no clássico Milllennium Park. Sou suspeita para falar pois adoro parques e esse foi mais um que eu amei ter conhecido. Ele é um parque com bastantes atrações artísticas. Lá tem algumas exposições sendo elas umas esculturas enormes de rosto das pessoas. O que eu achei mais legal nessas esculturas é que quando você as vê de longe parece que é uma escultura do rosto inteiro, mas conforme você vai se aproximando delas você percebe que na verdade elas são super finas.


Perto das esculturas, ainda no Milllennium Park, há também as projeções gigantescas com rosto de pessoas. Essas projeções mudam e se mexem de vez em quando. No verão deve ser muito legal, pois onde fica a boca das projeções há uma saída de água que molha as pessoas refrescando os turistas, ou seja, se você for visitar o parque no verão em Chicago e não quer se molhar, fica ligado com essas projeções.



A atração mais famosa do parque é “o feijão” – the bean, carinhosamente chamado devido ao seu formato. O nome oficial da obra é Cloud Gate. Ele é formado por 16 chapas de aço que são muito bem ligadas entre si. É incrível, pois você não vê nenhuma imperfeição e não consegue identificar a região onde as chapas se encontram. A obra é gigante e é possível passar por debaixo dela. Para ser sincera, quando eu vi que essa era uma das atrações mais famosa da cidade eu não dei bola, porém quando eu cheguei perto e a vi, fiquei impressionada. Superou minhas expectativas. É um lugar clássico, aqueles que você tem que ir.

Dica: se você for para Chicago não deixe de conhecer o feijão.


No parque ainda existe uma estrutura com um gramado embaixo. O lugar está montado para ter alguns espetáculos. Infelizmente não tive a sorte de assistir nenhum show de lá mas mesmo assim já valeu por ter conhecido. Dica: quem estiver por Chicago e souber de um show no Millenium Park eu sugiro que dê uma passadinha lá, pois normalmente os shows ali são gratuitos e a estrutura é muito legal.



Deixando o parque fui fazer um passeio que estava ansiosa para fazer desde antes de chegar em Chicago – O passeio de barco pelos canais do lago Michigan, que passa ao redor de prédios maravilhosos de Chicago. Existem várias empresas que fazem esse tipo de serviço por aqui, a que eu fui foi a architecture foundation. Foi um passeio de 90 minutos na parte de cima do barco. Nele vai uma guia explicando detalhes de cada prédio junto com a história da cidade. Para quem não fala inglês fica um pouco difícil entender o que ela fala, porém mesmo assim ainda acho que vale a pena o passeio apenas pela vista.


O passeio custou 40 dólares já com as taxas inclusas.

Dica para o passeio: Se você for no outono para a cidade não deixe de fora um bom casaco e cachecol para o passeio, pois ele pode ser bem frio, principalmente quando passamos pelas sombras dos prédios. Os ingressos para esse passeio devem ser comprados com antecedência para garantir o lugar. Por exemplo: comprei os ingressos às 11 horas da manhã e só tinha vaga nos passeios  a partir das 13:30.


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O último passeio do dia foi no Skydeck. O Skydeck é bem conhecido na cidade. Ele fica no prédio que antigamente era conhecido como Sears Towers, que quando foi construído, era o prédio mais alto do mundo. Hoje ele já perdeu o título, porém continua na lista dos maiores do mundo. O Skydeck é um espaço no 103° desse edifício.


Lá você consegue apreciar a vista de boa parte de Chicago, que é muito linda por sinal. Quando eu fui já estava de noite e a vista estava incrível. Acredito que de dia a paisagem também não deixa a desejar. Além da vista incrível no skydeck eles construíram uma estrutura, como se fosse uma varanda fechada, inteira de vidro, inclusive o chão!! Ou seja, você pode ver boa parte de Chicago aos seus pés. Confesso que deu um medinho ficar naquela estrutura, mas não tem como não ir. Essa é uma das atrações que não pode faltar na listinha de lugares para visitar em Chicago. A entrada custa aproximadamente 20 dólares e tem uma certa filinha para chegar lá em cima. Mas acreditem, vale a pena!


Para jantar decidi experimentar a famosa pizza de Chicago: a “Dish Pizza”. Ela é chamada assim pois é uma pizza bem grossa e eles servem em prato fundo. O Restaurante escolhido foi o Uno´s. Confesso que escolha foi levando em conta o cansaço do dia e a distância da pizzaria mais próxima. O ambiente do restaurante era muito bom, porém a pizza não me agradou tanto quanto eu esperava. Na minha percepção pareceu mais uma torta de pizza do que realmente pizza. A massa era mais parecida com massa de torta que estamos acostumados no Brasil. Mas também não é ruim não, fico feliz de ter experimentado. E dessa forma me despeço do segundo dia em Chicago.


DIA 3

Comecei o dia três querendo conhecer o chamado “Lincoln Park Zoo”. Como o próprio nome diz, se trata de um zoológico dentro de um parque. Como vi que a distância do parque até o hotel era de 3,5km acabei indo a pé para desfrutar um pouco da paisagem e conhecer outras regiões de Chicago que eu ainda não tinha andado. Melhor decisão de todas! O caminho até o parque era incrível demais. Como estive em Chicago na véspera do Haloween, vi várias casas enfeitadas com o tema de dia das bruxas, assim como estamos acostumados a ver em filmes americanos. As ruas muito bem cuidadas, com jardins lindos e floridos e também enfeitados com o tema de Haloween. Era possível ver um jardim de abóbora gigantes em praticamente cada quadra. Avenidas largas, parques para passear com cachorro, ruas arborizadas, enfim, muito agradável.


Para chegar no zoológico tive que atravessar o Lincoln Park, e que lugar incrível. A região Norte de Chicago é muito elegante. Estar lá me despertou vontade de simplesmente pegar um livro e a minha cachorrinha Meg e ficar lendo e brincando com ela o dia inteiro. Bom, a Meg (minha cachorrinha) não estava comigo, porém para substituir essa necessidade de animais é possível brincar e alimentar vários esquilos que ficam andando pelo gramado do parque. Eles são muito fofinhos e desconfiados, além de brincalhões. Eles param em uma posição em pé e cruzam as mãos de uma forma muito fofa, muito fofa mesmo!


Quando você termina de atravessar o parque você encontra o zoológico. Ele é gratuito, mas no final dá vontade de paga,r de tão legal que é. Tem todos os bichos que normalmente se encontra nos zoológicos: zebra, girafa, macacos, pássaros, focas, peixes, leão, leopardo, tigre, flamingos, entre vários outros animais que lá estão. O parque também é muito bem cuidado, porém os animais não interagem muito, a maioria estava dormindo quando passava por eles, com a exceção dos macacos e das focas. Os macacos interagiam mais e ficavam pulando entre os galhos e as focas tinham uma forma muito divertida de nadar. Elas iam de um lado para o outro do tanque nadando de barriga pra cima e de uma forma completamente leve que deixava tudo muito engraçado. Tudo bem, eu sei que lendo não parece ser engraçado, porém quando se está lá vendo essa cena, a sensação é muito legal.  


Saindo do zoológico, a volta para o hotel foi um pouco cansativa, mas mesmo assim aconselho fazer o trajeto a pé para andar pela as ruas de Chicago, caso você esteja em algum hotel do centro. Uma boa opção também é ir a pé e voltar de táxi. Na volta almocei em um steack house em frente ao hotel e depois voltei para o quarto para descansar, pois a noite seria intensa.

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Procurei na internet e vi que na noite do terceiro dia haveria uma partida de hockey na United Arena. Como já tinha ido assistir a uma partida de basquete nos Estados Unidos, e tinha adorado, fiquei com vontade de conhecer como seria uma partida de Hockey. Então na manhã do dia três comprei o ingresso para assistir a partida. Como comprei no dia do jogo, acabei pagando mais caro para assistir – 70 dólares o ingresso mais barato. Porém se você se programar e comprar o ingresso antes, é provável que você pague menos. Fiquei literalmente na última fileira do estádio, mas mesmo assim foi incrível. A visibilidade é perfeita do jogo inteiro, então não se incomode na hora de comprar por comprar o ingresso mais barato. A United Arena tem uma estrutura muito boa, banheiros limpos, várias e várias lanchonetes vendendo comida e bebida e o estádio estava lotado em plena segunda feira. Acho que o que eu mais gosto desses eventos é a energia que rola nesses jogos. Ao contrário do Brasil, a torcida é inteira da casa. Por exemplo: estava assistindo Blackhawcks VS Ducks. Blackwacks é o time de Chicago e o estádio era 100% vermelho (a cor do time). Apesar de ter venda liberada de bebida alcoólica (para pessoas acima de 21 anos), não existe briga, as pessoas se respeitam, os lugares são marcados e perfeitamente respeitados (você pode sair para o banheiro tranquilamente que quando você voltar o seu lugar continuará lá esperando por você. 


Enfim, todos vão para a arena com um único e comum objetivo: torcer pelos Hawcks. E é isso que acontece lá o jogo inteiro. A Arena empurra o time com clássicos gritos conjuntos de “let´s GO hacks”, sofrendo quando perde um gol e também vibrando quando marcam seus gols.

Dica: Se você for assistir um jogo nos EUA não perca de forma alguma o início do jogo (eles são extremamente pontuais). O início é um show à parte e para mim é a melhor parte do jogo inteiro. Eles tem uma estrutura e uns efeitos que sabem encantar. Sei que talvez você deve estar  pensando “poxa, mas eu não gosto tanto de esporte”, eu entendo, mas acredite, não precisa gostar, só o show vale a pena ao menos para conhecer e ir uma vez na vida. Agora, para quem gosta de esporte essa é uma atração que não pode deixar de ir quando estiver em Chicago seja para assistir os Bulls ou seja para assistir os Hawcks. A diversão é garantida.



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E foi assim que eu me despedi de Chicago. Em resumo a viagem foi incrível apesar de curta. Fui embora com a sensação feliz de ter conhecido vários lugares, porém com a certeza que ainda preciso voltar para conhecer outros lugares incríveis que não consegui conhecer, como por exemplo o Instituto de artes da cidade.


Se vocês tiverem alguma dúvida sobre a viagem fiquem a vontade para deixar comentários ou entrar em contato conosco que se eu souber respondê-las eu as farei com o maior prazer.


Até a próxima!!


Ana


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Sili:

"Show Ana!!! Parabéns!!" 04/01/2016